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Shoppings voltam a crescer, mas precisam cuidar da segurança

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Shoppings voltam a crescer, mas precisam cuidar da segurança

Depois de anos bem complicados para os shoppings, com a alta da pandemia, o setor voltou a crescer no último ano com o aumento da circulação de pessoas e vendas. O sinal positivo vem com um alerta muito importante: é preciso investimento em novas tecnologias de segurança para evitar roubos em lojas e a frequentadores. O fluxo retorna aos patamares de 2019, mas o mundo e as formas de agir dos criminosos já se atualizaram.

Segundo dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), divulgados no Censo Brasileiro de Shopping Centers 2022/2023, o número de visitantes foi 12% maior do que em 2021, atingindo 443 milhões de pessoas por mês, em média. O salto do faturamento foi ainda maior, chegando a R$ 191,8 bilhões, um valor 20,5% maior do que o contabilizado no ano anterior.

Mesmo sem acesso a esses dados, os criminosos já voltaram suas atenções para esse retorno. No ano passado, diversos shopping centers foram alvo de assaltos, com roubos a joalherias e outras lojas. São situações complexas, nas quais uma falha pode custar vidas. Casos como o que ocorreu no Rio de Janeiro, no Shopping Village Mall, devem ser evitados. Na ocasião, houve troca de tiros e um vigilante morreu.

Para combater esse tipo de ocorrência, esses estabelecimentos precisam de sistemas de segurança robustos, que ajudem na intimidação dos bandidos, mas também no reconhecimento desses indivíduos para auxiliar a polícia. Além disso, é muito importante que a segurança do estabelecimento seja integrada com a das autoridades, para que ajam rápido e impeçam a fuga dos criminosos.

Circuitos de monitoramento com reconhecimento facial, cancelas de alta segurança, sistemas de alarme e outras tecnologias que trabalhem interconectadas podem evitar ou diminuir danos para os locais e para a vida dos frequentadores e colaboradores.

Mais do que investir em sistemas, também é preciso investir em inteligência. Antever fragilidades e buscar alternativas são trabalhos diários que precisam ser valorizados na busca por segurança. O mesmo tempo gasto para entreter e encantar os clientes também precisa ser gasto para mantê-los seguros, já que um assalto abala a confiança que o público tem em frequentar o estabelecimento.

Os dados da Abrasce apontam que atualmente existem 628 shoppings em todo o Brasil, e já estão previstas mais 15 inaugurações para este ano. Além disso, 10% dos centros já existentes realizaram expansão em 2022, enquanto 26% pretendem aumentar de tamanho em 2023.

Para que esse crescimento seja sustentável e impacte a economia como um todo, com geração de empregos e renda, precisamos zelar para que os consumidores fiquem cada vez mais tempo nos shoppings. Um erro pode levar os clientes a um hábito muito comum durante a pandemia: as compras on-line.

Se sentir seguro é essencial. Por isso, o investimento nessa área é primordial para as expectativas do setor.

**Marco Antônio Barbosa é especialista em segurança e diretor da CAME do Brasil. Possui mestrado em Administração de Empresas, MBA em Finanças e diversas pós-graduações nas áreas de Marketing e Negócios.

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