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Com ataques e ameaças, cresce a busca de escolas por equipamentos de segurança

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Com ataques e ameaças, cresce a busca de escolas por equipamentos de segurança

Os recentes casos de ataques a escolas somados às ameaças que circulam nas redes sociais, acenderam de vez o alerta sobre a necessidade de reforçar a segurança nas instituições de ensino. Levantamento feito pela Unicamp mostra que o país teve 23 registros de atentados com violência extrema em colégios entre 2002 e 2023, que resultaram na triste marca de 24 estudantes mortos, além de quatro professores e outros dois profissionais de educação.

O acúmulo das ocorrências violentas está movimentando o mercado de segurança. Marco Barbosa, diretor da unidade brasileira da Came, líder mundial em produtos de automação de acesso, revelou que, entre o fim de março e a primeira quinzena de abril, a empresa foi procurada com frequência quase diária por escolas e universidades interessadas em elevar o nível de resguardo de suas estruturas. E o representante da companhia disse que diversas entidades educacionais adquiriram equipamentos ou contrataram projetos para melhorar seus sistemas de vigilância e de fluxo em suas portarias, enquanto outras unidades de ensino ainda analisam os projetos.

“Durante pelo menos duas semanas, recebemos em quase todos os dias solicitações de orçamento de alguma instituição de ensino interessada nos equipamentos de controle de acesso e segurança da Came. E fechamos alguns contratos com escolas de São Paulo e de algumas cidades do interior paulista. Com isso, esses colégios, além de se precaverem contra novos ataques, ainda proporcionaram um sentimento de maior proteção, já que a urgência se fez necessária”, afirma.

Especialista em segurança pública, Barbosa ressalta a importância de as instituições de ensino investirem em planos integrados de proteção, que incluam um monitoramento completo do perímetro externo dos locais e a instalação de equipamentos mais modernos e eficientes na gestão dos acessos.

“Por estarem em espaços normalmente públicos, escolas e universidades costumam ser mais permissivas nos deslocamentos das pessoas e ter uma vulnerabilidade alta, mas estamos vivendo uma nova realidade. Atualmente, é preciso contar com maior tecnologia e controles de acesso mais rigorosos, com um baixo grau de risco. Em meio a essa demanda, a Came tem vendido cancelas, catracas e portões automatizados, principalmente esses produtos, além de equipamentos com biometria facial e de identificação eletrônica de carteirinhas. Os locais têm diferentes necessidades e temos uma solução específica de segurança para cada um deles”, diz Barbosa.

Cenário preocupante e possíveis soluções

Ao amargar ataques em sequência contra escolas, em uma realidade nunca vista antes no Brasil, o país passou a conviver com um cenário preocupante e assustador. Com ameaças de novos episódios fomentados na internet, o sentimento de medo se propagou em muitos colégios. Um panorama que surpreende até mesmo aos especialistas.

“Não estamos acostumados com isso aqui no Brasil. É um fator de preocupação porque casos estão acontecendo e há ameaças de mais ações neste sentido. É uma situação da sociedade em geral e uma coisa que a gente ainda precisa entender. E enquanto não encontramos os motivos para isso estar ocorrendo, temos de tomar ações para não sermos surpreendidos. Precisamos recorrer às empresas de segurança e aos seus equipamentos para minimizar esse problema. É um sintoma muito ruim. É muito difícil a gente falar disso. Agora cabe às autoridades públicas trabalhar e promover ações que protejam a população”, destaca.

Já ao apontar ações que considera primordiais para que o nível de proteção das escolas melhore, Barbosa receita: “primeiro é preciso procurar um profissional especializado para especificar as fragilidades na segurança. Normalmente, a primeira coisa que será analisada é o perímetro e os acessos principais de entrada e saída, que são as áreas de maior sensibilidade e demandam uma atenção especial.  Soluções existem e são fornecidas pelo mercado e a indústria, mas é preciso manter o investimento em segurança. Não dá para esperar acontecer de novo uma tragédia ou uma catástrofe para agir só depois disso”.

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